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(c) 2003-2009 - G.Paiva Ass. e Cons. Ltda
Desenho e Atualização: G.Paiva Assessoria
Última atualização: 26.09.2009
Este saite tem o precípuo objeivo de servir a estudantes, robistas e profissionais instaladores de antenas parabólicas espalhados por todo o território brasileiro e sulamericano, transmitindo-lhes conhecimentos técnicos que os capacitem a alinhar suas antenas com os satélites que transmitem sinais na condição free-to-air (FTA). Mesmo os profissionais que atendem as operadoras de serviços DTH têm neste saite uma base de informações para fazê-los capazes de instalarem suas antenas. Toda tentativa de busca de recepção não lícita ou não autorizada de canais codificados, não FTA, não tem como base ensinamentos deste saite que reprova toda espécie de pirataria.
DESONERAÇÃO DE RESPONSABILIDADES POR USO INDEVIDO DE INFORMAÇÕES

DESPEDIU-SE DE NÓS ARTHUR C. CLARKE, O PAI DOS SATÉLITES GEOSSÍNCRONOS

Faleceu no Sri Lanka, a 19 de março de 2008, já com 90 anos de idade, vitima de insuficiência respiratória, o cientista, astrônomo, escritor, ficcionista Arthur C. Clarke, criador do conceito de órbita geo-estacionária. Nascido em Minehead, Somerset, a 16 de dezembro de 1917, na Inglaterra, é autor de mais de 80 obras, grande parte delas de ficção científica e outras de ensaios científicos, contos e romances, sendo a mais conhecida O Sentinela, levado ás telas como 2001: Uma Odisséia no Espaço.

Na altura de 1975, Arthur C. Clarke tinha sua residência em Colombo, no Ceilão (atual Sri Lanka) e recebeu do Governo Indiano, como cortesia, uma instalação de TVRO, cuja montagem ele coordenou. A referida instalação de TVRO tinha como objetivo a recepção de sinais do satélite geo-estacionário ATS-6, lançado pela NASA, especificamente um sistema experimental de transmissão dirigido a vilas indianas, projeto SITE (Satellite Instrutional Television Experiment). Esse sistema foi concebido por Stephen J Birkill, enquanto um engenheiro de transmissão da BBC (British Broadcasting Corporation), um dos conhecidos pais da TVRO, juntamente com Bob Taggart, H. Paul Shuch, H. Taylor Howard.

Ao instalar-se no Ceilão e poder desfrutar de uma instalação de TVRO, Arthur C. Clarke estava desfrutando de inúmeras possibilidades que os satélites geo-eastacionários iriam proporcionar anos à frente, sendo ele o conceituador dos satélites geo-estacionários.

Já em 1945, Arthur C. Clarke, no seu Extraterritorial Relays, artigo de ficção científica, propunha a utilização de satélites artificais, como estações elevadas a milhares de quilômetros sobre a Terra, para o estabelecimento de uma rede de comunicação, com domínio sobre nossa extensão territorial, muito maior do que qualquer outra forma convencional de re-emissão de sinal poderia estabelecer. Ele propunha o emprego de satélites em órbita sobre o equador terrestre, numa altitude de aproximadamente 36.000 km e com muma revolução de aproximadamente 24 horas, mais precisamente 23 horas 56 minutos e 4 segundos, de tal forma que os mesmos acompanhassem a Terra na sua rotação diária e que um observador fixo no solo pudesse ter, sempre ao seu alcance, aquelas estações elevadas, aqueles satélites artificais. Em Terra, considerou-se que seriam necessários potentes transmissores, para garantir que os sinais, com a atenuação, não só atingisse os satélites artificiais, na emissão, como também retornassem á Terra, em níveis satisfatórios para captação. Essa era a concepção inicial. Por outro lado, seriam suficientes apenas três estações elevadas, espaçadas entre si 120 graus, para abrangerem, em cobertura, toda a superfície terrestre, com exceção das regiões polares, a partir de uma determinada latitude, não visíveis do plano do equador terrestre, na altitude considerada.

Em homenagem à sua concepção, a órbita geo-estacionária que abriga os satélites de comunicação geo-estacionários ou geossíncronos é também conhecida como Cinturão de Clarke.

Os seus trabalhos científicos, os seus ensaios, a sua imaginação visionária contribuiram sobremodo para o estabelecimento de todos os sistemas de comunicação geo-estacionários de que toda a humanidade desfruta, através dos sinais dos satélites que orbitam a Terra num movimento sincronizado.